
Como tradicionalmente se diz, ano novo, vida nova
Estamos no mês de Janeiro, um mês relativamente frio, um típico mês de inverno rigoroso
Como normalmente, todos os dias da semana, apanho a carrinha e lá vou eu para mais um dia de aulas
Mas este dia foi diferente. Estava a caminho da escola, no meu lugar da carrinha, a atravessar aqueles pinhais e a ver uma grande camada de geada. Reparei no rio que passava ali a 300 metros de mim. Ia cheio, com a água que brota das nuvens da chuva dos dias anteriores.
Comecei a pensar na sorte que tenho na vida. Quando leio o jornal, de vez em quando, há uma notícia sempre que aquela pessoa de determinado pais não tem água para se poder abastecer. Realmente, a nossa sociedade, que ainda se caracteriza tão pobre, não repara que temos muita sorte por estarmos no ponto que nos encontramos.
Aquelas águas de saudade, as quais as nuvens choraram de um infinito azul que nos deixa tão calmos, vai encontrar-se com outro grande, que manda no seu território, o mar...
A todos os leitores, desejo que tenham um óptimo ano e que existem coisas que vale a pena pensar!